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Em tempos de fronteiras fechadas e planos de viagem suspensos, Qualquer lugar menos agora guia o leitor pelas mais peculiares vivências do autor em suas andanças pelo mundo e mata um pouco a saudade de estar lá fora.
Com uma escrita ágil e sedutora, Cuenca nos transporta para bares em Nova York e Tóquio, manifestações de rua em Paris e Istambul, pistas de dança em Cabo Verde e no Vietnã, karaokês em Bangkok e no Rio. Há também quadros em movimento ― como o mototáxi em Mossoró, o trem noturno Paris-Milão, as caminhadas noturnas em Macau e Buenos Aires ― e muitos encontros surreais e inesperados: com a raposa epifânica na madrugada em Berlim, com um fantasma em Portugal ou um mosteiro budista em Hong Kong. Por fim, junto com Cuenca passamos a conhecer de perto os corredores de exclusão: os palestinos em Gaza, os bolivianos subempregados em São Paulo, o insólito intercâmbio entre Porto Príncipe e Nova York, captado com maestria na crônica “As mãos que vêm do Haiti”.
Em todas essas viagens, encontramos a escrita romanesca e a observação sensível de João Paulo Cuenca. As marcas de sua obra ficcional continuam presentes a começar pelo “sujeito fora de lugar”, que é o desses registros de viagem, nos quais o autor afirma não escrever jamais sobre turismo, mas sobre viajar. A diferença? Viajar sempre esconde a esperança de uma revelação ― e esse livro está cheio delas.
Detalhes do produto
Editora : Record; 1ª edição (16 agosto 2021)
Idioma : Português
Capa comum : 240 páginas
ISBN-10 : 6555872896
ISBN-13 : 978-6555872897
Dimensões : 13.5 x 1.9 x 21 cm
Ranking dos mais vendidos: Nº 174.743 em Livros (Conheça o Top 100 na categoria Livros)
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