Neste ensaio autobiográfico que já nasceu clássico, a atriz e escritora argentina Camila Sosa Villada resgata memórias primordiais de sua infância em Córdoba para refletir sobre literatura, escrita, família, pobreza e a relação entre elas. Num exercício de autoinvestigação franco e poético, em que sensibilidade e consciência social se combinam, a escritora reconhece na criação literária um gesto de resistência e autopreservação. “Eu digo: primeiro a escrita, depois a tristeza. E é uma vitória sobre esse desígnio da minha família que nunca aceitou sua pobreza: primeiro eu soube escrever e depois aprendi a ficar triste.”
Ao retraçar as origens da própria literatura, Sosa Villada descobre nela a presença incontornável de seus pais, que lhe presentearam com os saberes das letras, muito antes de seus caminhos se afastarem: “Meu pai me ensinou a escrever, e minha mãe, a ler. Eles me levaram para a borda de uma floresta e me deixaram ali sozinha, esperando que eu entrasse e me perdesse para sempre.”
Pródiga em frases antológicas e definições inesquecíveis sobre literatura (entre elas, “um animal muito difícil de ser caçado”, e “a travesti é a irmã da escrita nessa viagem de renúncia”), a escritora também dialoga com todos aqueles para quem a leitura é um ato essencial, ainda que terrível; aqueles que, como ela, conhecem o “poder do prazer da solidão” proporcionado pelos livros, seu primeiro refúgio contra a pobreza de sua infância, a tristeza da mãe, a violência do pai.
Detalhes do produto
Editora : Fósforo Editora; 1ª edição (18 junho 2024)
Idioma : Português
Capa comum : 72 páginas
ISBN-10 : 6560000028
ISBN-13 : 978-6560000025
Dimensões : 13.5 x 1 x 20 cm
Ranking dos mais vendidos: Nº 5.976 em Livros (Conheça o Top 100 na categoria Livros)
Nº 16 em Biografias dos Apresentadores
Nº 19 em Hispânica Literatura e Ficção
Nº 26 em Biografias dos Autores
Avaliações dos clientes: 4,7
4 avaliações de clientes