Quem ama o feio, bonito lhe parece. Mas a idéia da feiura é muito mais complexa de definir do que a da beleza. Umberto Eco traz um ensaio sobre o que é feio, desde a antiguidade clássica até os dias de hoje.
O conceito de grotesco foi, ao longo dos séculos, vinculado ao da graça e formosura. O feio, o cruel e o demoníaco são os parâmetros para a existência do belo. Mas nem sempre considerados o seu oposto. Uma história da beleza conta com uma ampla série de testemunhos teóricos capazes, ao mesmo tempo, de delimitar o gosto de determinada época. Já a trajetória da feiura, ao contrário, terá de buscar seus próprios documentos nas representações visuais ou verbais de coisas ou pessoas consideradas feias. Mas gosto se discute? Como mensurar a ausência da perfeição?
Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em História da feiura , um ensaio sobre as transformações deste conceito através dos tempos. Depois de registrar, em História da beleza , o curso do belo na civilização ocidental, Eco se volta para a feiura e nos faz refletir: se beleza ou feiura estão nos olhos de quem vê, também é certo lembrar que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Para um ocidental, uma máscara ritual africana pode causar estranhamento, terror, ao passo que para o nativo pode representar uma divindade benévola. Dizer que belo e feio são relativos aos tempos e às culturas não significa, porém, que não se tentou, desde sempre, vê-los como padrões definidos em relação a um modelo estável.
Detalhes do produto
Editora : Record; 1ª edição (1 julho 2014)
Idioma : Português
Capa comum : 456 páginas
ISBN-10 : 8501034711
ISBN-13 : 978-8501034717
Idade de leitura : 7 anos e acima
Dimensões : 20.6 x 14.6 x 2.6 cm
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