Uma incursão na personalidade caleidoscópica de um dos grandes ícones do modernismo brasileiro em suas facetas artística, intelectual e boêmia.
Quando Emiliano de Albuquerque Mello mostrou pela primeira vez um desenho artístico feito a lápis a seu amigo e mentor Gaspar Puga Garcia, o incentivo que recebeu ― “você será pintor” ― provavelmente soou mais como amizade do que vaticínio para o adolescente. No entanto, o passar dos anos confirmaria o julgamento de Puga, e Di Cavalcanti vivenciaria, na maturidade, a consagração de seu trabalho pictórico.
Enfrentando adversidades financeiras e com uma formação artística dispersa, o pintor pouco a pouco desenvolveu um estilo enriquecido pela sensibilidade e pelo olhar atento à realidade que o cercava ― decorrência de sua consciência de classe e de uma vida boêmia. A observação dos tipos sociais e das manifestações culturais levaram Di a uma expressão plástica própria, que sintetizava as tendências estéticas europeias com o ideal da criação de uma arte que se pudesse chamar de brasileira, escolhendo como assunto para suas telas personagens e elementos da cultura popular.
Um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, Di Cavalcanti construiu uma iconografia particular, que ganharia caráter de referência cultural para o imaginário nacional. Em um livro envolvente, Marcelo Bortoloti conta essa história ― a vida de “um indivíduo em eterna luta para elaborar uma arte original, contra muitos adversários, inclusive ele próprio”.
Detalhes do produto
Editora : Companhia das Letras; 1ª edição (20 outubro 2023)
Idioma : Português
Capa comum : 536 páginas
ISBN-10 : 8535934529
ISBN-13 : 978-8535934526
Dimensões : 16 x 2.9 x 23 cm
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